terça-feira, 30 de agosto de 2011

Desenhos e diagnósticos

Informação:
O que se pretende em aulas de artes, é colocar as crianças em contato direto com a arte.
A arte envolve, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais:
Experiência de fazer formas artísticas e tudo que entra em jogo nessa ação criadora: recursos pessoais, habilidades, pesquisa de materiais  e e técnicas, a relação entre perceber,  imaginar e realizar um trabalho de arte.
A experiência de fluir formas artísticas, utilizando informações e qualidades perspectivas e imaginativas para estabelecer um contato, uma conversa em que formas signifiquem coisas diferentes para cada pessoa. Experiência de refletir sobre arte como objeto de conhecimento onde importam dados sobre a cultura em que o trabalho artístico foi realizado, a história da arte e os elementos e princípios formais que constituem a produção artística, tanto de artistas quanto dos próprios alunos.
Para a psicopedagogia, a arte vai além...
Desde criança, gostamos muito de desenhar. Qualquer cantinho vazio de papel, qualquer lugar que possamos rabiscar, lá está nós. Desenhamos qualquer coisa e dizemos qualquer significado e os adultos acham lindo, tudo que a criança faz de desenho e mostra aos pais, é lindo.
Estes desenhos, no entanto, às vezes apresentam através da interpretação, atitudes negativas ou positivas, pois a criança desenha situações ou objetos, por exemplo, da maneira que os interpreta e de acordo com a realidade em que vive.
O Psicopedagogo assim como o Psicólogo, tem habilidades para trabalhar com a criança através do desenho infantil, pois é através de um processo avaliativo e não só do desenho isolado, que estes profissionais poderão detectar algo importante que a criança esteja tentando nos transmitir. Através deste processo, pode-se detectar, por exemplo, problemas emocionais, comportamentais, escolares, no âmbito familiar, depressão, entre outros. Verificado o problema, encaminha-se então a criança ao profissional habilitado para realização da terapia adequada.
Lembramos que é importante uma equipe multidisciplinar para a realização de um bom diagnóstico e terapia, contendo psicopedagogo e psicólogo, podendo também ser encaminhado o caso para avaliação com fonoaudiólogo, neurologista,  otorrinolaringologista e oftalmologista.
A criança é um todo, e não, partes. Quando uma coisa não funciona bem, pode afetar outras coisas.
Para a avaliação diagnóstica através do desenho infantil, podemos realizar alguns testes como:
Projetivos
Avalia os vínculos relacionais que podem interferir no processo de aprendizagem.
  1. Alegoria Animais;
  2. Par Educativo;
  3. Os quatro momentos do dia;
  4. Desenho livre;
  5. Família Educativa;
  6. Plano de minha casa;
  7. Desenhos em episódios;
  8. Dia do meu aniversário.
Estes são alguns dos testes aplicados, dentre tantos.

Amizade na Infância



O relacionamento durante a infância é um aprendizado.
A amizade tem um papel muito importante na vida das pessoas, são laços de afeto que nos sustentam a vida inteira. Laços estes que nos permitem conforto nos momentos tristes, dividindo nossas alegrias, aprendendo o sentido de cooperação, lealdade e solidariedade. A infância é um momento no qual isso pode ser descoberto, através das brincadeiras de bonecas, pega-pega, jogos de vôlei, futebol.

Essas relações proporcionam à criança a descoberta de muitos aspectos sobre a convivência em grupo, como por exemplo, a percepção de estar junto com o outro, o respeito e a questão do limite, uma vez que para se relacionar é necessário seguir algumas regras.

O relacionamento nessa fase é um aprendizado, pois a criança adquire um conhecimento melhor de si mesma e do mundo. É um aprendizado construído na proporção que a criança amadurece.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os jogos na clínica Psicopedagógica

Os jogos educativos psicopedagógicos servem para estimular a imaginação infantil, auxiliar no processo de integração grupal, liberar a emoção infantil, facilitar a construção do conhecimento e auxiliar na aquisição da auto-estima. Ajudam a promover a criatividade, desenvolver a autonomia e favorecer a expressão da personalidade infantil. Com o grande avanço da informática, surgiram os jogos educativos computadorizados. Estes jogos são elaborados para divertir os alunos e aumentar a chance de aprendizagem de conceitos, conteúdo e habilidades embutidas no jogo. Um jogo educativo pode propiciar ao aluno um ambiente de aprendizagem rico e complexo; estes ambientes são denominados de micromundos, porque fornecem um mundo imaginário a ser explorado e no qual os alunos podem aprender.
Os jogos psicopedagógicos devem ser atrativos e ao mesmo tempo devem possuir um cunho educativo.
O texto abaixo foi produzido por Daniela Ruiz de Mendonça - Psicóloga, Psicopedagoga. Acompnhe esta leitura!
Por que jogar e brincar com a psicopedagoga?

O jogo na psicoterapia e na psicopedagogia
Os jogos e as brincadeiras são recursos indispensáveis na terapia de crianças e adolescentes.
É através do brincar e jogar que se cria um ambiente de significação da aprendizagem e dos conteúdos emocionais.
Quebra-cabeça de números
Este é um jogo que estimula o raciocínio lógico-matemático. A criança, ao se deparar com as peças embaralhadas, deve criar uma estratégia de ação que será observada pelo profissional:
Qual pegará primeiro?
Observará os números e sua sequência?
Começará com peças maiores?
Ao levantar hipóteses estará elaborando estratégias e estimulando suas habilidades mentais.
O profissional sabe a hora exata de interferir, de modo a ajudar a criança a conhecer outras possibilidades de aprendizagem e de resolver uma situação-problema. A criança aprende a perguntar e a buscar soluções.
A intervenção do profissional pode estar baseada na solicitação da justificativa de uma peça colocada.
Esse conhecimento das estratégias usadas pela criança proporciona conhecimento de si mesma e um modelo para resolver outras situações vividas no dia-a-dia.
Aprendendo a pensar
Com diferentes desafios a criança aprende a pensar sobre como superá-los. Esse exercício se estende para todas as outras situações que são vivenciadas pela criança na escola e em família, por exemplo.
Montagem de cenas
Esse é um jogo de montagem de cenas e reorganização dos fatos para compor uma história. Ao realizar a atividade, a criança estimula o raciocínio de elaboração de seqüência lógica de ações. A intervenção do profissional está em produzir reflexões na criança, o que a leva a questionar, justificar e organizar suas próprias ações.
Desta forma, o brinquedo não é somente para descontrair, tem função educativa. Entretanto, a postura do profissional diante da brincadeira da criança, torna-se primordial, pois ele sabe de que maneira intervir a fim de estimular na criança entendimentos e novas ações, tornando-a mais ativa na vida pessoal e escolar.


Fonte: Webartigos.com Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução.

Alfabetização

Quando uma criança começa a se alfabetizar, ela já traz consigo uma série de hipóteses acerca do que é a escrita.
Estas hipóteses, descobertas nas pesquisas de Emília Ferreiro, vieram mudar o ângulo das perspectivas sobre como o aluno aprende a língua escrita, enfocando-a como um sistema de representação da língua falada, com significado social e fundamentando metodologias que se propõem a favorecer a construção do conhecimento.
Alfabetização, sob este enfoque, é uma atividade construtiva e criativa, isto é, deve fundamentar-se no valor que a leitura e a escrita têm na prática social, evoluindo para a construção de novos conhecimentos e a reconstrução conjunta de noções mais apropriadas. Trata-se de formar um aluno que, além de ler e escrever com competência, o faça também com crítica.
Para entendermos que uma criança pensa qualitativamente diferente do adulto, em relação à escrita, até chegar à hipótese alfabética, seguem-se, resumidamente, as principais características das fases pelas quais ela passa:
·         Nível pré-silábico - não há preocupação com as propriedades sonoras da escrita. Há a busca de diferenciação entre as escritas produzidas, variando a quantidade de letras ou o repertório destas ou a posição das mesmas. Não existe relação fonema-grafema.
Exemplo: VAPDUVO ou DVOAPV ou MSALTUE
·         Nível silábico - descobre que pode haver relação entre a palavra e a quantidade de partes da emissão oral. Há correspondência entre a representação escrita das palavras e suas propriedades sonoras. Em geral, a criança representa uma grafia para cada emissão oral, mas sua preocupação está mais em resolver quantas letras precisa para escrever uma palavra do que quais as letras para esta.
Exemplo: CAVALO ou CAVALO - KAO AVO
Enquanto encontra-se numa destas fases, a criança também constrói alguns
princípios, que são universais e que aplica as suas hipóteses, que são:
·         Quantidade mínima de caracteres (são necessárias, no mínimo, três letras para construir uma palavra);
·         Variedade de caracteres (letras iguais repetidas não formam uma palavra).
Neste sentido é comum observarmos o conflito que as crianças enfrentam para escrever palavras monossílabas e dissílabas. Há também a ideia de que, conforme o tamanho do objeto real que a palavra representa, será também o tamanho desta. Assim, formiga terá poucas letras e leão terá muitas. A isto chamamos de realismo nominal.
·         Nível silábico-alfabético - escreve parte da palavra aplicando à hipótese silábica e parte da palavra analisando os fonemas que compõem a emissão oral A (sílaba).
Exemplo: CAVALO ou CAVALO- CAVLO CAVAO
·         Nível alfabético - estabelece correspondência entre fonema e grafema. Consegue compreender que uma emissão oral (sílaba) pode ser formada por uma, duas ou três letras. Ainda há uma forte ligação com a oralidade, não havendo total domínio da ortografia, podendo aparecer, também, a separação indevida de palavras não usuais. Exemplo: FOLIA (para folha) ou CRIAOÇAS (para crianças) A QUELE (aquele)
Há ainda a tendência à supercorreção, numa tentativa de generalizar regras para a escrita. Por exemplo, se escrevemos vassoura, cenoura, tesoura, porque também não escrevemos PROFESOURA?
É neste momento que se deve trabalhar com a criança que aquilo que escrevemos pode ser diferente daquilo que falamos. “Segundo Kato, a fala e a escrita são parcialmente isomórficas e parcialmente isolucionais”.
Por isso, é importante que mesmo sem estar lendo, a criança tenha contato com o máximo possível de materiais gráficos. Cartazes com alfabeto, poesias, histórias de eventos, propagandas, rótulos, livros infantis, circulares constituem materiais extremamente importantes para serem explorados pelos alunos, favorecendo o agir da criança sobre o objeto escrita.
E necessário, também, trabalhar o uso social da escrita, abrindo espaço para discutir com a criança: por que se escreve, o que se escreve e para quem. Escrever recados, listas e relatórios (de jogos, de passeios) são formas de ela perceber que a escrita tem uma função comunicativa e que é necessário colocar as letras em certa ordem para que tenham significado e possam ser lidas.
É lendo e escrevendo que alguém aprende a ler e a escrever. Por isso, é importante que haja tempo para a criança ler, para falar, para escrever. Tempo, também, para jogar, pois o jogo, além de representar um desafio, é extremamente significativo e sabemos que uma criança que se sente desafiada, dentro de suas possibilidades, tem prazer em resolver o problema e, consequentemente, aprender. Jogos de letras, sílabas, palavras para a hipótese alfabética de escrita, uma vez que é preciso combinar, comparar e relacionar letras para formar palavras.
Isto reforça a ideia de que respeitar as hipóteses de pensamento de uma criança não é cair na espontaneidade e deixá-la fazer o que quiser, quando e como quiser. Ao contrário, torna mais efetiva a tarefa do professor, que assume o papel de mediador entre aquele que aprende e o conteúdo a ser aprendido.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

‘Os filhos são herança do Senhor.’ (Salmos 127:3)

A qualidade do ensino depende, cada vez mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas. (Carraro,2006)  Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e os entes queridos. As pessoas que cuidam das crianças, em suas casas, naturalmente possuem laços afetivos e obrigações específicas, bem como diversas das obrigações dos educadores nas escolas. Porém, esses dois aspectos se complementam na formação do caráter e na educação de nossas crianças.                                                    
A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa. Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução.                   
Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança.                                                                     
É fato que família e escola representam pontos de apoio e sustentação ao ser humano e marcam a sua existência. A parceria família e escola precisa ser cada vez maior, pois quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito. A vida nessa instituição deve funcionar com base na tríade pais – educadores – crianças, como destaca Bonomi (1998).
O bom relacionamento entre esses três personagens, (dois dos quais são protagonistas na escola – educadores e crianças) é fundamental durante o processo de inserção da criança na vida escolar, além de representar a ação conjunta rumo à consolidação de uma pedagogia voltada para a infância.

As crianças aprendem o que vivem...


Se a criança vive com críticas,
ela aprende a condenar
Se a criança vive com hostilidade,
ela aprende a agredir
Se a criança vive com zombarias,
ela aprende a ser tímida
Se a criança vive com humilhação,
ela aprende a se sentir culpada
Se a criança vive com tolerância,
ela aprende a ser paciente
Se a criança vive com incentivo,
ela aprende a ser confiante
Se a criança vive com elogios,
ela aprende a apreciar
Se a criança vive com retidão,
ela aprende a ser justa
Se a criança vive com segurança,
ela aprende a ter fé
Se a criança vive com aprovação,
ela aprende a gostar de si mesma
Se a criança vive com aceitação e amizade,
ela aprende a encontrar amor no mundo.
Autor Desconhecido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Depressão

Situação pela qual estou passando, mas não perdi a vontade de viver e vencer. vamos sacudir a poeira e dar a volta por cima e le le
Bom saber que:
1) Sintomas mais comuns da Depressão (nenhum paciente tem todos os sintomas de uma vez):
  • Tristeza, desânimo, apatia (às vezes agitação), falta de alegria, diminuição (às vezes aumento) de apetite, insônia (às vezes aumento de sono), falta de desejo sexual, falta de energia até para coisas simples tipo banho, televisão ou ler um jornal. Uma diminuição geral do nível de energia da pessoa.
  • Nem sempre a depressão significa tristeza, o sintoma principal é a queda de energia.
  • Pensamentos pessimistas e repetitivos não saem da cabeça. Perda de interesse por pessoas e atividades que gostava. Parece que não consegue se concentrar numa leitura ou guardar na memória o que leu.
  • Perda de memória e de capacidade de concentração.
  • Ataques de ansiedade com sudorese, palpitações e tremor, verdadeiros ataques de pânico.
  • Pensamentos Obsessivos: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não consegue tirá-los da cabeça. Por exemplo: conferir portas e janelas, achar que poderia fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas, etc. Esses pensamentos podem fazer parte da Depressão e não quer dizer que a pessoa também sofra de TOC.
  • Problemas que antes eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Coisas que antes eram agradáveis se tornam sem graça.
  • Alguns casos de Depressão têm dores de cabeça ou no corpo.
  • Prisão de ventre, boca amarga.
  • Pele envelhecida, mais seca ou mais oleosa que o normal, olheiras, cabelos fracos e sem brilho, unhas quebradiças.
  • Pensamentos de "dormir e não acordar mais". Algumas pessoas se sentem como se estivessem separadas do mundo por uma redoma de vidro.
  • Outras não conseguem nem sentir alegria nem tristeza ("sensação da falta de sensações").
  • A pessoa pode ter "ideias fixas", por exemplo:
    • Acha a situação financeira ruim e sem perspectiva.
    • Se sente culpado por coisas que fez e que não fez. O passado volta carregado de culpa e arrependimento, de coisas que fora da Depressão a pessoa nem se lembra de que existiram.
    • Acredita estar passando por uma doença incurável.
  • As pessoas mais velhas podem apresentar um quadro clínico onde a falta de memória parece ser o sintoma mais importante.
  • Alguns pacientes pioram da Depressão quando o tempo está nublado: Depressão Sazonal.
2) Causas, fatores e situações desencadeantes da Depressão (quase sempre uma combinação de mais de uma causa):
  • Predisposição genética.
  • Depressões anteriores. Depressão, “quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem”. Por isso é importante tratar o quanto antes.
  • Personalidade perfeccionista, detalhista.
  • Distimia.
  • Situações difíceis, desgastantes, frustrantes.
  • Perdas: de pessoa querida, de dinheiro, de posição profissional ou social, aposentadoria, etc.
  • Gravidez, Parto e Menopausa.
  • Síndrome do Pânico.
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
  • Ansiedade generalizada.
  • Fobia Social.
  • Stress Pós Traumático, depois de assalto, sequestro, acidente, diagnóstico ou doença grave, etc.
  • Psicose.
  • DDA ou TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade).
  • Apneia Obstrutiva do Sono.
  • Hiper - e Hipotireoidismo, Tireoidite de Hashimoto.
  • Traumatismos Cranianos, Acidente Vascular Cerebral (AVC ou "derrame"), Insuficiência Circulatória Cerebral, Alzheimer, Arteriosclerose, Esclerose Múltipla, Parkinson, tumores, Epilepsia, Aneurismas, Enxaqueca, etc.
  • Dores crônicas, Fibromialgia.
  • Manifestação pára-neoplásica, Câncer, Radioterapia, Quimioterapia.
  • Hepatite (principalmente C), Pneumonia, Mononucleose, Reumatismo, Artrite, Artrite Reumatoide, Insuficiência Cardíaca, Infarto, Ponte de Safena, Asma, Insuficiência Respiratória, Doença de Cushing, Diabetes, Anemia Perniciosa, Lupus, AIDS, Hipovitaminoses, Doença de Wilson, Sífilis, Coréia de Huntington, Lupus Eritematoso, Poliarterite Nodosa, Hipovitaminoses, Insuficiência Renal.
  • Pílula Anticoncepcional, Implantes Hormonais, DIUs hormonais.
  • Corticoides, Interferon, Betabloqueadores, Parlodel, Digitálicos, Dissulfiram, Reserpina, Cinarizina.
  • Neurolépticos, Benzodiazepínicos, Barbitúricos, etc.
  • Drogas e álcool.
  • Anabolizantes, Anfetaminas, Fórmulas para emagrecer.
3) O que é Depressão:
De uma maneira bem simples, seu cérebro é formado por células (neurônios) que "se comunicam" através moléculas chamadas Neurotransmissores e que esses Neurotransmissores não estão "circulando" como deveriam.
4) Uma Depressão pode ser "química" apesar de ter causa externa ?
Sim. A depressão pode começar reativa a algum problema externo, mas com o tempo se torna física. Do mesmo modo que Úlcera, Infarto, Gastrite, etc. também são desencadeadas por um Stress e se tornam físicas. 
O problema é que os eventos de vida (life events) que desencadearam as primeiras depressões são cada vez menos necessários. Ou seja: com o tempo ela pode aparecer sozinha sem nenhum motivo.
É por isso que é importante tratar logo e de maneira completa
5) Tratamento:
  • A) Antidepressivos: são remédios que corrigem o metabolismo dos Neurotransmissores. Eles não são calmantes e nem estimulantes, não criam dependência física e nem psíquica.
  • B) Psicoterapia: ajuda, pois a Depressão afeta a pessoa como um todo e uma doença não se restringe apenas ao seu aspecto físico. Traços de personalidade assim como problemas atuais ou passados podem ter algo a ver com a Depressão. Existem várias técnicas de Psicoterapia e algumas são mais indicadas que outras. No tratamento da Depressão a medicação tem prioridade. A Psicoterapia pode esperar um pouco para começar, mas a medicação não. As pesquisas mostram que quanto mais rápido começar o tratamento medicamentoso maior é a chance de não se ter recaídas mais tarde.
  • C) Estimulação Magnética Transcraniana.
Tempo para começar a melhorar: quase todos os Antidepressivos precisam de 2 a 6 semanas agir. Não desista do tratamento se não melhorar nos primeiros dias.
6) Para a família:
A família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega porque vê a pessoa passar por diferentes especialistas, fazer exames de laboratório, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhorar. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, e dar palpites para a pessoa "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se ela não soubesse de tudo isso ...
A Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa só com "pensamento positivo".
A pessoa com Depressão geralmente está indecisa. Alguém tem que tomar decisões inclusive para começar o tratamento.
7) Observações:
  • A) Algumas vezes o primeiro remédio não funciona. Isso não quer dizer que seja um caso grave. Quase sempre basta trocar de medicação.
  • B) Mesmo que você já esteja bem, não interrompa a medicação. Seu médico decide quando diminuir, interromper ou trocar de medicação. Mesmo que sua depressão seja curta, o tratamento é longo (meses). Quanto mais tempo você tomar o Antidepressivo, menor é o risco de outra depressão no futuro.
  • C) Decisões importantes devem esperar para depois de a Depressão melhorar. No momento todos os seus pontos de vista estão pessimistas e você pode tomar decisões que não tomaria se não estivesse deprimido.
  • D) A Depressão pode voltar? Pode. Existem várias possibilidades de se fazer um tratamento preventivo para evitar recaídas.
  • E) Se tiver recaída quando parar o Antidepressivo, não quer dizer dependência, só quer dizer que ainda não era hora dessa parada. Antidepressivos não criam dependência. A Depressão é que pode exigir tratamento mais longo.
  • F) Condicionamento físico é importante, pois liberam Endorfinas, o intestino funciona melhor, a pressão arterial fica mais estável, etc.
  • G) Yoga, meditação, massagem de relaxamento ajudam.
  • H) Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) ajuda.
8) Concluindo: a Depressão é uma doença que incomoda muito a vida do paciente e de sua família. Mas costuma ser fácil de tratar. Assim como na Depressão a pessoa não consegue se imaginar bem, quando a Depressão passa a pessoa não consegue imaginar como era possível estar tão mal tão pouco tempo atrás.
Depressão não tratada ou sub tratada prejudica nosso cérebro