Sempre fui mais de sorrisos do que de gargalhadas, mas também dou as minhas. Nada contra as risadas mais intensas, mas é que - para mim - nada se compara ao efeito de um sorriso. Tanto para quem sorri quanto para quem o recebe. E olha que fazer alguém sorrir não é fácil. Falo daquele sorriso que chega pra ficar algumas horas estampado no rosto. Aquele que, quando você cai em si, já está com a boca doendo e gasta de ficar na mesma posição. Um sorriso que a gente nem sente quando se põe sobre o semblante e resiste em deixá-lo ir embora. Por isso, deixo aqui a minha dica para o dia, para a semana, para o mês, para o ano, para a vida toda: sorria! Não, você não está na Barra. Mas está entrando em contato com o que há de melhor aí dentro... É, aí mesmo. Dentro de você.
"Deus tem planos para a vida de todo mundo, e tudo que Ele faz tem um propósito."
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
O EDUCADOR E SUA BUSCA CONTÍNUA PELO REENCANTAMENTO
José Donizetti dos Santos
Com o advento da Internet a partir das décadas de 60 e 70, os mais curiosos, ou quem sabe os mais "amantes da sabedoria", vêm podendo, cada vez mais, dar asas às suas curiosidades, inclusive às mais excêntricas. Pretendo "estar sendo" um deles! Então, resolvi pesquisar nesta já tão imprescindível rede mundial de computadores e descobri que no mês de outubro, tão esperado por todos nós que assumimos o compromisso com a missão educacional, há comemorações interessantíssimas e também muito importantes em cada um dos seus 31 dias, chegando a um total de cerca de 160 comemorações. Começa com 7, no dia 01, com destaque para o Dia Internacional da Doação do Leite Humano e termina com 9 comemorações no dia 31, sendo uma delas o famoso Dia das Bruxas. Descobri também que neste mês nasceram pessoas valorosas como Gandhi (1869), John Lennon (1940) e, entre tantos, os nossos admiráveis Vinícius de Moraes (1913), Pelé (1940), Maurício de Souza (1935) e Carlos Drummond de Andrade (1902).Contudo, escolhi para refletir aqui, é claro, a comemoração do dia 15 de outubro, Dia do Professor. Neste dia, comemora-se também o dia de Santa Teresa de Ávila, religiosa e escritora espanhola, famosa pela reforma que realizou no Carmelo e por suas obras místicas.
Tudo começou em São Paulo no ano de 1947, numa pequena escola no número 1520 da Rua Augusta: Ginásio Caetano de Campos, o "Caetaninho".
O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo esse período. Quatro professores tiveram a ideia de se organizar um dia de parada para evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu – inspirado por uma lembrança de sua infância – que o encontro se desse no dia de 15 de outubro e que fosse chamado "Dia do Professor". A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Art.3 definia a essência e a razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Sessenta e um anos depois, estamos aqui para comemorar o nosso dia, Dia do Professor, melhor, DIA DO EDUCADOR E DA EDUCADORA.
São outros tempos! Estamos vivendo a primeira década do tão esperado século XXI, caracterizada pela vertiginosidade das mudanças, pelo acúmulo exagerado de informações, pela velocidade hiperacelerada da tecnologia, etc. Neste contexto, educar, nossa missão sublime, torna-se, cada vez mais, um grande desafio, sobretudo o de aprender a lidar com as novas tecnologias, mídias e as mais variadas formas de linguagens do mundo atual, que chegam de uma forma ou outra, às salas de aulas através dos nossos educandos.
Por outro lado, educar nesse contexto torna-se um estímulo para repensarmos continuamente o nosso trabalho educacional no cotidiano das escolas e as relações que estabelecemos com a produção do conhecimento e a forma como nos relacionamos com os educandos e a maneira como nos conectamos ou não com eles. Um estímulo para buscarmos continuamente o reencantamento por aquilo que fazemos. Às vezes, temos a impressão de que necessitamos de poderes sobrenaturais para darmos conta de tantas tarefas, tantas novidades! Dar conta de tudo e de todos! Dar conta de nós mesmos e da necessidade de cuidar-nos para podermos cuidar de tantos quantos se apresentam cotidianamente sentados à nossa frente nas salas de aulas de tantas escolas deste país, ávidos por algo que nem mesmo eles sabem o que é e que nós, muitas vezes, também não sabemos!
Sim, educar num tempo e numa sociedade como a nossa exige que sejamos eternos e inquietos aprendizes, buscando formas novas e concretas de compreender o mundo e de realizar-se nele, sabendo-se imperfeitos, contudo, plenos do imenso potencial de crescimento e desenvolvimento nas várias dimensões da existência humana.
"Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade". Paulo Freire
Para encerrar esta reflexão, deixo como mensagem algumas palavras para você educador e educadora:
Tu sabes com certeza que nossos tempos são desafiadores ao extremo. Estás convicto de que, sobretudo, viver e educar numa realidade destas torna-se uma das mais delicadas tarefas, parecida com a dos que se entregam à arte delicada de cuidar de raras e preciosas joias.
Teu coração, às vezes, se enche de medos e inseguranças. Noutros momentos, por conta da fé que nutres em teu espírito, ouve em teu peito o palpitar suave de um coração generosamente esperançoso. Num tempo novo de vitórias e conquistas, tempos muito melhores! Em tudo e para todos!
Tu acreditas na vida como dom maior e mais precioso. Estás convicto de que educar, sobretudo, em nossos dias, é como o garimpeiro que procura tesouros no coração. Por isto, cuidar da vida presente nos seus educandos, é o que mais te encanta.
Teus olhares são de cuidados!
Teus passos são de encontros e de reencantos! Que possas recomeçar sempre e cada vez mais forte!
Tuas mãos são de gestos cotidianos de ternura amorosamente fraternal!
Educador, educadora, que de tua boca continue brotando as palavras certas para os exatos momentos.
Equilíbrio. Firmeza. Confiança. Limites. Bondade. Trabalho. Transparência. Objetividade.
Para você, para nós, hoje e todos os dias, felicidades! Coragem, sobretudo! Parabéns pelo Dia do Professor!
Por JOSÉ DONIZETTI DOS SANTOS
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
TRANSTORNO BIPOLAR
O transtorno bipolar do humor na infância e na adolescência é uma condição grave, que afeta seus relacionamentos familiares e sociais de uma forma geral e há prejuízo acentuado do rendimento escolar. Apresenta como característica principal a alteração do humor que pode apresentar-se exaltado ou irritável e essa mudança súbita de humor comumente produz ataques prolongados de raiva ou agressividade, chamado também de tempestades comportamentais.
As tempestades comportamentais estão associadas com irritabilidade, ataques de fúria, impulsividade, dificuldade nos relacionamentos e brigas com colegas, familiares e esse temperamento agressivo causa piora dos sintomas opositivos e desafiadores comumente presentes em crianças e adolescentes.
Na escola é observado piora no desempenho escolar, acompanhado de grande dificuldade de concentração, hiperatividade, agressividade, labilidade afetiva, auto-estima aumentada, hipersexualidade, com presença de piadas de caráter sexual ou desejos de realização do ato ocorrendo com grande inadequação na maneira de agir e pensar. Outros sintomas freqüentes incluem euforia, pressão para falar, agitação psicomotora, pensamentos rápidos com relatos de que não conseguem fazer nada devido pensamentos que não param de “correr em suas mentes”, conflito de idéias, insônia, envolvimento excessivo em atividades prazerosas que apresentam potencial elevado de conseqüências negativas, afeto inapropriado e excitabilidade.
Pensamentos mágicos com idéias de grandeza, riqueza, poder e a utilização vestimentas coloridas e exóticas podem estar presentes. Nas adolescentes pode ser observado o excesso na maquiagem e uso de roupas excessivamente coloridas e extravagantes.
Dr. Gustavo Teixeira
Você faz sexo COM prazer ou POR prazer?
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Uma das perguntas mais frequentes que recebo diz respeito à maneira de se fazer sexo. Cada e-mail e carta que leio fazem com que reforce minha opinião de que as igrejas precisam investir ainda mais em cursos preparatórios para o casamento. Quero que a resposta a seguir lhe motive a continuar em sua busca pelas orientações de Deus referentes ao ato conjugal. Recomendo que leia bons livros cristãos com seu cônjuge (ou quando estiver no noivado, não sendo casado no momento), o que será uma forma agradável (e correta) de aprender sobre um aspecto tão importante da vida.
Vamos à resposta à pergunta frequente que chega até mim: “é pecado praticar sexo oral e sexo anal?”.
O sexo é um presente de Deus para os casais casados (Gênesis 2:24) dado para a procriação (Gênesis 1:28) e para o prazer e deleite (Provérbios 5:18, 19; Livro de Cânticos). Portanto, a relação sexual dentro do contexto do casamento, que envolve segurança, não é pecado.
Sobre a forma de praticar o sexo, a Bíblia apresenta alguns conselhos. Deus, o criador do prazer sexual, projetou o nosso corpo para que possa desfrutar da relação da maneira mais prazerosa e saudável.
A Bíblia CONDENA:
1) O sexo anal – 1Cor. 6:9 (termo “sodomia”). O ânus não possui lubrificação própria e não foi projetado pelo Criador para ser penetrado com o pênis, algo doloroso para a grande maioria das mulheres. Especialistas dizem que os músculos desta região do corpo ficam mais fracos, causando dificuldades para segurar as fezes. Além disso, as bactérias anais, quando entram em contato com a vagina da mulher durante a penetração vaginal, produzem infecções, e bem desagradáveis. O corpo é o templo do Espírito Santo (1Cor. 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, SAGRADO. Não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de infecção não prejudique seu bom funcionamento.
2) Sexo durante o período menstrual – Lev. 18:20. As paredes vaginais ficam sensíveis durante o período menstrual e a penetração pode causar maiores sangramentos. Algumas mulheres que têm grande vontade de fazer sexo nesse período optam por ser acariciadas manualmente pelo marido quando há uma pequena pausa na menstruação. Outras, inclusive os maridos, não suportam nem pensar em tal possibilidade de satisfação.
Para mais informações sobre práticas sexuais ilícitas, ler todo o cap. 18 de Levítico.
A Bíblia NÃO SE POSICIONA:
1) Sobre o sexo oral – os especialistas cristãos diferem em seus pontos de vista sobre este assunto. Alguns acham que não há problemas em o casal fazer carícias orais antes da penetração se ambos forem pessoas saudáveis. Outros acreditam que os tecidos bucais não são resistentes às bactérias genitais e, portanto, não recomendam.
2) Sobre o tipo de posição que o casal pode adotar ao fazer sexo.
· 1 Coríntios 7:3-5 apresentam orientações que podem ajudar o casal a decidir sobre como dar prazer ao outro (o sexo não pode ser egoísta):
a) Verso 3 – cada um deve conceder aquilo que é devido à pessoa amada. Marido e mulher precisam entrar num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados (com carícias orais ou não);
b) Verso 4 – tanto um quanto o outro têm o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, quando houver condições físicas e psicológicas para isso, é claro;
c) Verso 5 – marido e mulher não devem ficar muito tempo sem fazer sexo porque satanás pode aproveitar a situação e colocar outra pessoa no caminho.
Concluindo: o casal cristão não deve praticar aquilo que Deus condena na Bíblia e, sobre aquilo que não foi relevado, ambos precisam dialogar e decidir JUNTOS, considerando o princípio de Rom. 14:22, 23. JAMAIS o cônjuge deve ser pressionado ou obrigado a fazer aquilo que não quer, pois não respeitar a sensibilidade e a consciência moral do outro se constitui em GRAVE pecado.
Deus lhe abençoe ricamente,
Leandro Soares de Quadros
Jornalista – consultor bíblico
Jornalista – consultor bíblico
Como ajudar os filhos a superarem a timidez
Quando pequenas, é normal que as crianças fujam das pessoas e se escondam atrás do pais, porque não ainda sabem como se relacionar. Algumas delas são mais desinibidas e não ligam para a presença de plateia para suas brincadeiras – pelo contrário, às vezes, fazem até questão dela. A timidez, muito comum na infância, pode ou não permanecer até a vida adulta, dependendo do desenvolvimento e das relações sociais que a criança construirá ao longo dos anos. Por isso, vamos conversar sobre algumas dicas para perceber se a timidez do seu filho é excessiva e qual o melhor modo de ajudá-lo a se soltar. Além disso, vale destacar que ser tímido não é algo ruim, e que crianças com essa característica também são muito felizes.
Em geral, as pessoas associam a timidez à tristeza porque os mais reservados não costumam dividir seus sentimentos com muita gente. Mas a verdade é que, mesmo que não falem para todo mundo, eles têm suas próprias formas de demonstrar e comemorar sua felicidade de um jeito mais discreto. Ser tímido é ser um pouco mais introspectivo, o que não significa que a pessoa seja antissocial. A inibição não é um problema, desde que a timidez da criança não atrapalhe seu desenvolvimento.
Os pais precisam ficar sempre atentos ao comportamento dos filhos quando eles estão entre outras crianças da mesma idade para observar como eles se comunicam, relacionam e brincam com elas. E não há problemas se o seu pequeno não liderar a brincadeira, afinal nem todas as crianças têm essa postura de comandar o jogo. No entanto, é importante prestar atenção se a criança está sozinha em um canto assistindo os amiguinhos brincando porque não tem coragem de ir até lá e entrar no grupo. As relações sociais são essenciais desde a infância e vão acompanhar a criança até o final da vida. Por isso, mesmo que seja mais tímida, é muito importante que ela saiba lidar com as outras pessoas.
Deixe a timidez de lado!
Se seu filho é muito tímido e tem dificuldades para se expressar, existem muitas maneiras de ajudá-lo a controlar essa inibição. Uma delas é, na verdade, bem simples: estimular o diálogo em casa. Quanto mais os pais incentivarem as crianças a falarem de como se sentem e o que gostam de fazer, mais facilidade terão em se expor em público porque se sentirão mais confiantes. Além disso, algumas atividades como a prática de um esporte em equipe ou aulas de teatro podem ajudar muito na hora de se relacionar.
A Revista Veja publicou uma matéria muito interessante, que relaciona a timidez infantil ao comportamento dos pais e, em especial, às atitudes da mãe. Ela mostra, por exemplo, que crianças com pais superprotetores tendem a criar filhos mais tímidos e com maiores dificuldades para lidar com outras crianças. Além disso, também traz dicas muito legais para ajudar os pequenos a superarem a timidez excessiva no dia a dia. Algumas não são difíceis de colocar em prática, e são um apoio para a criança se soltar e a se relacionar melhor:
· observar a linguagem corporal dos pequenos e ensinar a eles a postura que devem assumir ao conversar com outras pessoas, olhando nos olhos de quem fala e evitando manter os braços cruzados;
· ajudar as crianças a formar um círculo de amizades, levando-as para brincar com os vizinhos do prédio ou do clube;
· acompanhar os pequenos em festinhas e outros eventos nos quais eles possam se sentir constrangidos se estiverem sozinhos. A presença dos pais ajuda a deixá-los mais seguros nessas situações.
Tão importante quanto saber o que fazer é ter em mente como não agir. Nesse sentido, aqui vão algumas dicas para os pais:
· não expor os filhos de modo excessivo e não exigir mais do que eles conseguem fazer. Em vez de ensinar a lidar com as pessoas em volta, esse tipo de exposição pode acabar causando constrangimento e traumas, deixando os pequenos ainda mais inibidos;
· não forçar as relações sociais. As crianças devem fazer amizades em seu próprio ritmo;
· nunca dizer ao seu filho que ele é tímido. Esse adjetivo acaba sendo associado a algo ruim, e a criança entende que há algo errado com ela. O melhor é sempre incentivá-la a se expressar mais, respeitando sua personalidade, para que ela mesma possa encontrar o equilíbrio.
Para ajudar os filhos a estarem mais confiantes para lidar com as mais diversas situações, é preciso que os pais observem o comportamento deles. A criança excessivamente tímida tende a ser insegura e, às vezes, algumas palavras dos pais ou mesmo um olhar de encorajamento podem transformar a situação fornecer ao apoio de que precisa para ficar mais desinibida.
Dislalia
A dislalia é um distúrbio que acomete a fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. A pessoa portadora de dislalia, troca as palavras por outras similares na pronuncia, fala erroneamente as palavras, omitindo ou trocando as letras. Resumidamente, as manifestações clínicas da dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas.
Pode-se dizer que a palavra do dislálico é fluída, ainda que possa ser incompreensível, sendo que o desenvolvimento da linguagem pode ser normal ou atrasado. Não há intervenção na musculatura responsável pela emissão das palavras.
Crianças que chupam chupeta e mamam mamadeira por um tempo prolongado, bem como as que chupam o dedo ou mesmo mamam pouco tempo no seio, podem apresentar um quadro de dislalia. Apesar de não existir relação direta, é indiscutível que essas crianças passam a apresentar flacidez muscular e postura indevida da língua, o que pode resultar nesse distúrbio. Outras causas são: línguas hipotônicas (flácidas), podendo ainda apresentar alterações na arcada dentária, ou então, falhas na pronúncia de determinados fonemas em conseqüência da postura e respiração dificultada.
A dislalia pode ser subdividida em quatro tipos:
- Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida gradativamente durante o seu desenvolvimento.
- Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o som.
- Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos e que não conseguem imitar os sons.
- Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na boca.
Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados normais. Todavia, após essa fase, a criança pode vir a ter problemas caso continue falando errado, podendo afetar até a escrita. O caso clássico desse distúrbio é o Cebolinha, personagem da Turma da Mônica.
O tratamento da dislalia é feita com o auxilia de um fonoaudiólogo e varia de acordo com a necessidade de cada criança.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Desenhos e diagnósticos
Informação:
O que se pretende em aulas de artes, é colocar as crianças em contato direto com a arte.
A arte envolve, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais:
Experiência de fazer formas artísticas e tudo que entra em jogo nessa ação criadora: recursos pessoais, habilidades, pesquisa de materiais e e técnicas, a relação entre perceber, imaginar e realizar um trabalho de arte.
A experiência de fluir formas artísticas, utilizando informações e qualidades perspectivas e imaginativas para estabelecer um contato, uma conversa em que formas signifiquem coisas diferentes para cada pessoa. Experiência de refletir sobre arte como objeto de conhecimento onde importam dados sobre a cultura em que o trabalho artístico foi realizado, a história da arte e os elementos e princípios formais que constituem a produção artística, tanto de artistas quanto dos próprios alunos.
Para a psicopedagogia, a arte vai além...
Desde criança, gostamos muito de desenhar. Qualquer cantinho vazio de papel, qualquer lugar que possamos rabiscar, lá está nós. Desenhamos qualquer coisa e dizemos qualquer significado e os adultos acham lindo, tudo que a criança faz de desenho e mostra aos pais, é lindo.
Estes desenhos, no entanto, às vezes apresentam através da interpretação, atitudes negativas ou positivas, pois a criança desenha situações ou objetos, por exemplo, da maneira que os interpreta e de acordo com a realidade em que vive.
O Psicopedagogo assim como o Psicólogo, tem habilidades para trabalhar com a criança através do desenho infantil, pois é através de um processo avaliativo e não só do desenho isolado, que estes profissionais poderão detectar algo importante que a criança esteja tentando nos transmitir. Através deste processo, pode-se detectar, por exemplo, problemas emocionais, comportamentais, escolares, no âmbito familiar, depressão, entre outros. Verificado o problema, encaminha-se então a criança ao profissional habilitado para realização da terapia adequada.
Lembramos que é importante uma equipe multidisciplinar para a realização de um bom diagnóstico e terapia, contendo psicopedagogo e psicólogo, podendo também ser encaminhado o caso para avaliação com fonoaudiólogo, neurologista, otorrinolaringologista e oftalmologista.
A criança é um todo, e não, partes. Quando uma coisa não funciona bem, pode afetar outras coisas.
Para a avaliação diagnóstica através do desenho infantil, podemos realizar alguns testes como:
Projetivos
Avalia os vínculos relacionais que podem interferir no processo de aprendizagem.
- Alegoria Animais;
- Par Educativo;
- Os quatro momentos do dia;
- Desenho livre;
- Família Educativa;
- Plano de minha casa;
- Desenhos em episódios;
- Dia do meu aniversário.
Estes são alguns dos testes aplicados, dentre tantos.
Amizade na Infância
O relacionamento durante a infância é um aprendizado.
Essas relações proporcionam à criança a descoberta de muitos aspectos sobre a convivência em grupo, como por exemplo, a percepção de estar junto com o outro, o respeito e a questão do limite, uma vez que para se relacionar é necessário seguir algumas regras.
O relacionamento nessa fase é um aprendizado, pois a criança adquire um conhecimento melhor de si mesma e do mundo. É um aprendizado construído na proporção que a criança amadurece.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Os jogos na clínica Psicopedagógica
Os jogos psicopedagógicos devem ser atrativos e ao mesmo tempo devem possuir um cunho educativo.
O texto abaixo foi produzido por Daniela Ruiz de Mendonça - Psicóloga, Psicopedagoga. Acompnhe esta leitura!
Por que jogar e brincar com a psicopedagoga?
O jogo na psicoterapia e na psicopedagogia
Os jogos e as brincadeiras são recursos indispensáveis na terapia de crianças e adolescentes.
É através do brincar e jogar que se cria um ambiente de significação da aprendizagem e dos conteúdos emocionais.
Quebra-cabeça de números
Este é um jogo que estimula o raciocínio lógico-matemático. A criança, ao se deparar com as peças embaralhadas, deve criar uma estratégia de ação que será observada pelo profissional:
Qual pegará primeiro?
Observará os números e sua sequência?
Começará com peças maiores?
Ao levantar hipóteses estará elaborando estratégias e estimulando suas habilidades mentais.
O profissional sabe a hora exata de interferir, de modo a ajudar a criança a conhecer outras possibilidades de aprendizagem e de resolver uma situação-problema. A criança aprende a perguntar e a buscar soluções.
A intervenção do profissional pode estar baseada na solicitação da justificativa de uma peça colocada.
Esse conhecimento das estratégias usadas pela criança proporciona conhecimento de si mesma e um modelo para resolver outras situações vividas no dia-a-dia.
Este é um jogo que estimula o raciocínio lógico-matemático. A criança, ao se deparar com as peças embaralhadas, deve criar uma estratégia de ação que será observada pelo profissional:
Qual pegará primeiro?
Observará os números e sua sequência?
Começará com peças maiores?
Ao levantar hipóteses estará elaborando estratégias e estimulando suas habilidades mentais.
O profissional sabe a hora exata de interferir, de modo a ajudar a criança a conhecer outras possibilidades de aprendizagem e de resolver uma situação-problema. A criança aprende a perguntar e a buscar soluções.
A intervenção do profissional pode estar baseada na solicitação da justificativa de uma peça colocada.
Esse conhecimento das estratégias usadas pela criança proporciona conhecimento de si mesma e um modelo para resolver outras situações vividas no dia-a-dia.
Aprendendo a pensar
Com diferentes desafios a criança aprende a pensar sobre como superá-los. Esse exercício se estende para todas as outras situações que são vivenciadas pela criança na escola e em família, por exemplo.
Montagem de cenas
Esse é um jogo de montagem de cenas e reorganização dos fatos para compor uma história. Ao realizar a atividade, a criança estimula o raciocínio de elaboração de seqüência lógica de ações. A intervenção do profissional está em produzir reflexões na criança, o que a leva a questionar, justificar e organizar suas próprias ações.
Desta forma, o brinquedo não é somente para descontrair, tem função educativa. Entretanto, a postura do profissional diante da brincadeira da criança, torna-se primordial, pois ele sabe de que maneira intervir a fim de estimular na criança entendimentos e novas ações, tornando-a mais ativa na vida pessoal e escolar.
Montagem de cenas
Esse é um jogo de montagem de cenas e reorganização dos fatos para compor uma história. Ao realizar a atividade, a criança estimula o raciocínio de elaboração de seqüência lógica de ações. A intervenção do profissional está em produzir reflexões na criança, o que a leva a questionar, justificar e organizar suas próprias ações.
Desta forma, o brinquedo não é somente para descontrair, tem função educativa. Entretanto, a postura do profissional diante da brincadeira da criança, torna-se primordial, pois ele sabe de que maneira intervir a fim de estimular na criança entendimentos e novas ações, tornando-a mais ativa na vida pessoal e escolar.
Alfabetização
Quando uma criança começa a se alfabetizar, ela já traz consigo uma série de hipóteses acerca do que é a escrita.
Estas hipóteses, descobertas nas pesquisas de Emília Ferreiro, vieram mudar o ângulo das perspectivas sobre como o aluno aprende a língua escrita, enfocando-a como um sistema de representação da língua falada, com significado social e fundamentando metodologias que se propõem a favorecer a construção do conhecimento.
Alfabetização, sob este enfoque, é uma atividade construtiva e criativa, isto é, deve fundamentar-se no valor que a leitura e a escrita têm na prática social, evoluindo para a construção de novos conhecimentos e a reconstrução conjunta de noções mais apropriadas. Trata-se de formar um aluno que, além de ler e escrever com competência, o faça também com crítica.
Para entendermos que uma criança pensa qualitativamente diferente do adulto, em relação à escrita, até chegar à hipótese alfabética, seguem-se, resumidamente, as principais características das fases pelas quais ela passa:
· Nível pré-silábico - não há preocupação com as propriedades sonoras da escrita. Há a busca de diferenciação entre as escritas produzidas, variando a quantidade de letras ou o repertório destas ou a posição das mesmas. Não existe relação fonema-grafema.
Exemplo: VAPDUVO ou DVOAPV ou MSALTUE
Exemplo: VAPDUVO ou DVOAPV ou MSALTUE
· Nível silábico - descobre que pode haver relação entre a palavra e a quantidade de partes da emissão oral. Há correspondência entre a representação escrita das palavras e suas propriedades sonoras. Em geral, a criança representa uma grafia para cada emissão oral, mas sua preocupação está mais em resolver quantas letras precisa para escrever uma palavra do que quais as letras para esta.
Exemplo: CAVALO ou CAVALO - KAO AVO
Exemplo: CAVALO ou CAVALO - KAO AVO
Enquanto encontra-se numa destas fases, a criança também constrói alguns
princípios, que são universais e que aplica as suas hipóteses, que são:
princípios, que são universais e que aplica as suas hipóteses, que são:
· Quantidade mínima de caracteres (são necessárias, no mínimo, três letras para construir uma palavra);
· Variedade de caracteres (letras iguais repetidas não formam uma palavra).
Neste sentido é comum observarmos o conflito que as crianças enfrentam para escrever palavras monossílabas e dissílabas. Há também a ideia de que, conforme o tamanho do objeto real que a palavra representa, será também o tamanho desta. Assim, formiga terá poucas letras e leão terá muitas. A isto chamamos de realismo nominal.
· Nível silábico-alfabético - escreve parte da palavra aplicando à hipótese silábica e parte da palavra analisando os fonemas que compõem a emissão oral A (sílaba).
Exemplo: CAVALO ou CAVALO- CAVLO CAVAO
Exemplo: CAVALO ou CAVALO- CAVLO CAVAO
· Nível alfabético - estabelece correspondência entre fonema e grafema. Consegue compreender que uma emissão oral (sílaba) pode ser formada por uma, duas ou três letras. Ainda há uma forte ligação com a oralidade, não havendo total domínio da ortografia, podendo aparecer, também, a separação indevida de palavras não usuais. Exemplo: FOLIA (para folha) ou CRIAOÇAS (para crianças) A QUELE (aquele)
Há ainda a tendência à supercorreção, numa tentativa de generalizar regras para a escrita. Por exemplo, se escrevemos vassoura, cenoura, tesoura, porque também não escrevemos PROFESOURA?
É neste momento que se deve trabalhar com a criança que aquilo que escrevemos pode ser diferente daquilo que falamos. “Segundo Kato, a fala e a escrita são parcialmente isomórficas e parcialmente isolucionais”.
Por isso, é importante que mesmo sem estar lendo, a criança tenha contato com o máximo possível de materiais gráficos. Cartazes com alfabeto, poesias, histórias de eventos, propagandas, rótulos, livros infantis, circulares constituem materiais extremamente importantes para serem explorados pelos alunos, favorecendo o agir da criança sobre o objeto escrita.
E necessário, também, trabalhar o uso social da escrita, abrindo espaço para discutir com a criança: por que se escreve, o que se escreve e para quem. Escrever recados, listas e relatórios (de jogos, de passeios) são formas de ela perceber que a escrita tem uma função comunicativa e que é necessário colocar as letras em certa ordem para que tenham significado e possam ser lidas.
É lendo e escrevendo que alguém aprende a ler e a escrever. Por isso, é importante que haja tempo para a criança ler, para falar, para escrever. Tempo, também, para jogar, pois o jogo, além de representar um desafio, é extremamente significativo e sabemos que uma criança que se sente desafiada, dentro de suas possibilidades, tem prazer em resolver o problema e, consequentemente, aprender. Jogos de letras, sílabas, palavras para a hipótese alfabética de escrita, uma vez que é preciso combinar, comparar e relacionar letras para formar palavras. Isto reforça a ideia de que respeitar as hipóteses de pensamento de uma criança não é cair na espontaneidade e deixá-la fazer o que quiser, quando e como quiser. Ao contrário, torna mais efetiva a tarefa do professor, que assume o papel de mediador entre aquele que aprende e o conteúdo a ser aprendido.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
‘Os filhos são herança do Senhor.’ (Salmos 127:3)
A qualidade do ensino depende, cada vez mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas. (Carraro,2006) Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e os entes queridos. As pessoas que cuidam das crianças, em suas casas, naturalmente possuem laços afetivos e obrigações específicas, bem como diversas das obrigações dos educadores nas escolas. Porém, esses dois aspectos se complementam na formação do caráter e na educação de nossas crianças.
A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa. Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução.
Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança.
É fato que família e escola representam pontos de apoio e sustentação ao ser humano e marcam a sua existência. A parceria família e escola precisa ser cada vez maior, pois quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito. A vida nessa instituição deve funcionar com base na tríade pais – educadores – crianças, como destaca Bonomi (1998).
O bom relacionamento entre esses três personagens, (dois dos quais são protagonistas na escola – educadores e crianças) é fundamental durante o processo de inserção da criança na vida escolar, além de representar a ação conjunta rumo à consolidação de uma pedagogia voltada para a infância.
A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa. Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução.
Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança.
É fato que família e escola representam pontos de apoio e sustentação ao ser humano e marcam a sua existência. A parceria família e escola precisa ser cada vez maior, pois quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito. A vida nessa instituição deve funcionar com base na tríade pais – educadores – crianças, como destaca Bonomi (1998).
O bom relacionamento entre esses três personagens, (dois dos quais são protagonistas na escola – educadores e crianças) é fundamental durante o processo de inserção da criança na vida escolar, além de representar a ação conjunta rumo à consolidação de uma pedagogia voltada para a infância.
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